Domínio da Consciência

 

"A verdadeira cura ocorre quando a mente, o corpo e o espírito estão em harmonia. A ciência pode nos mostrar o caminho para entender o mundo físico, mas é a espiritualidade que nos guia para além dos limites da matéria." (Chopra, 1990).


O que acontece quando dois gigantes do pensamento, um cientista-espiritualista e um cientista, se encontram para debater o futuro de Deus? Deepak Chopra, defensor de uma filosofia espiritualista, e Leonard Mlodinow, professor de física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, trazem à tona uma discussão fascinante sobre os limites da ciência e da espiritualidade. Em um debate televisivo sobre o “Futuro de Deus”, Chopra, que tem entre seus espectadores estudantes, cientistas e leigos, encontra Mlodinow, que ao término da conferência, prefere convidar Deepak para aprender Física Quântica em vez de questioná-lo.

Ambos sabem que suas visões de mundo são discordantes e, então, combinam registrar suas ideias em “Ciência e Espiritualidade”, obra traduzida para a língua portuguesa por Cláudio Carina, da editora Zahar. O tema Deus é um dos quatro tópicos apresentados na obra, acompanhado de Cosmo, Vida e Cérebro.

Para Mlodinow, a ciência pôs a humanidade no caminho da descoberta dos segredos da natureza, da razão e da observação, em vez do caminho do transcendentalismo. A ciência, continua o autor de “Andar do Bêbado” (Mlodinow, 2008), estuda “o mundo tal como ele se oferece aos cinco sentidos” e descarta que o universo tenha “um projeto e seja dotado de um significado próprio”, como sinaliza Chopra (1990).

O autor de “A Cura Quântica”, (Chopra, 1990), entre outras obras, revela que “o grande desafio da espiritualidade é oferecer algo que a ciência não pode dar” continua o médico indiano, “respostas que estão no domínio da consciência”.

Será a ciência a responsável pela descrição do universo ou será que “ensinamentos antigos, como a meditação, revelam mistérios que estão além da perspectiva científica”?

Em ambos os casos, só podem tomar partido entre uma teoria ou outra, ou até mesmo ambas, já que indicam o mesmo caminho: o descortinamento dos mistérios do homem e da natureza, da qual ele é parte integrante.

Luiz Delfino de Bittencourt Miranda, ensaísta.

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